Sábado, Janeiro 21, 2012

Nós somos pessoas inteligentes sim! ou O poder do coletivo com os memes ou Luíza já voltou pessoal!



Você sabe o que são ‘memes’?
Pois é eles são uma febre nas redes sociais. Nesta semana um ‘meme’ tomou conta das redes sociais no Brasil inteiro e, então, muita gente andou comentando, criticando a favor ou contra o fato das pessoas ‘perderem’ tempo se divertindo com algo tão inútil (não pra Luíza, claro, que estava curtindo no Canadá... ou melhor... estudando...). Tem duas questões que eu gostaria de discutir sobre isso.
Primeiro: O fato é que nós ainda não compreendemos como somos poderosos na mídia, atualmente, com o fenômeno da Web 2.0 ou 3.0. Não percebemos e vamos usando este poder para fazer de coisas cotidianas, coisas fúteis (como o meme da Luíza); de fazer acontecimentos cruéis e desumanos, coisas sensacionalistas (como o meme da enfermeira que assassinou o cãozinho); e de fazer das redes um espaço de discussão e denúncia (aumento das passagens em Recife, aumento dos salários dos deputados, divulgação de desaparecimento de pessoas, divulgação e procura por informações sobre doenças, etc.). Ou seja, as redes nos proporcionam o poder de publicizar, divulgar, informar, influenciar a opinião pública e, até, ‘forjar’ a opinião pública. Será que é por isso que a mídia está tão preocupada a ponto de nos chamar de ‘burros’ por estarmos nos informando (entre nós mesmos) e nos divertindo sem precisar dela?
Segundo: esse comentário me leva à minha segunda questão. Porque somos menos inteligentes quando estamos nos divertindo? O meme da Luíza foi um meme sem pornografia, violência ou sensacionalismo. E nos divertimos a valer. Tá vendo dona Mídia? Nós nos divertimos com coisas simples. Mas... foi o coletivo quem criou a diversão... Então a mídia está com dor de cotovelo?
Conclusão: Estamos ficando cada vez mais poderosos com as possibilidades que as redes nos proporcionam. Não é à toa que os EUA estão batendo pesado nos sites de compartilhamento. Tudo bem... há uma discussão muito complexa aí entre compartilhamento e pirataria virtual... Mas, voltando ao nosso assunto... Podemos sim, usar as redes ao nosso favor para fazer coisas que a mídia não faz por nós como, por exemplo, ver as diversas versões dos acontecimentos, divulgar nossa opinião e conhecer a de outras milhares, milhões de pessoas... Podemos nos divertir com isso? Claro que sim! Nem por isso seremos menos inteligentes! Divertimento e crítica não são antagônicos!

Domingo, Outubro 16, 2011

Vídeos na sala de aula

Kátia e Pollyana Patrícia apresentaram no dia 10 de outubro um belíssimo trabalho sobre o uso do vídeo na educação.
Após um breve histórico sobre a chegada da televisão no Brasil e a introdução desta nas escolas, elas discutiram os argumentos para o uso da TV e do Vídeo nas salas de aula.
Muito interessante foi o percurso que elas apresentaram sobre a forma como a TV interagiu com os telespectadores desde os anos 60, passando de uma interação bidirecional, para uma um pouco mais interativa e, quem sabe, com a chegada da TV digital, uma interatividade mais efetiva e colaborativa.
Uma questão: será que a TV irá nos permitir essa possibilidade realmente?
Discutimos, em seguida, a influência dos programas na formação das crianças e adolescentes.

Agora, vejamos este vídeo.
Você acha que é um prosumidor?

 

Segunda-feira, Setembro 26, 2011

Máquinas de ensinar - Skinner

Hoje, na aula de Tecnologias da Informação e Comunicação para Educação, no curso de Pedagogia, Poliana e Cristina apresentaram o trabalho sobre Sites Educativos.
Neste trabalho elas citaram a discussão sobre as máquinas de ensinar de Skinner e apresentaram o seguinte vídeo.
Parabéns a Poliana e Cristina pela bela e produtiva apresnetação.
Aprendemos bastante!

Quarta-feira, Julho 13, 2011

Férias

Primeiro dia de férias!
Eita coisa boa!
Vou aproveitar para descansar, dormir, conversar com Marina e César (meus filhotes) para colocar as orientações maternais em dia, namorar bem muito, assistir aos filmes que não vi durante todo o semestre, me atualizar nas minhas séries preferidas, ler livros 'normais' como diz meu amigo Marcos Barros, tomar minha cervejinha geladíssima vendo o DVD de Elis Regina... Aiaiai, tanta coisa que eu quero fazer nessas férias...
Pois é, cheguei às 18h da universidade e, nos meus primeiros momentos de féris fui logo ligando o computador...
Preciso terminar a chamada para seleção para aluno especial do programa, tenho que colocar na página do programa, conferir as datas para envio dos trabalhos dos eventos da área, revisar os artigos dos alunos (e os meus também, né), analisar os dados da minha pesquisa que não tive tempo durante os últimos 3 meses... aiaiaia tanto trabalho eu tenho para as férias...
Não que isso seja uma tortura pra mim. Adooooro trabalhar, estudar, escrever, orientar, e tanta coisa que faço no dia a dia.
Eu não sei o que é melhor ou pior... Gostar tanto assim de trabalhar e se divertir tanto trabalhando...
Acho que nessa vida líquida as coisas são tão misturadas....
Será que misturar é apenas uma desculpa da tal 'sociedade capitalista' para justificar o trabalho integral?
Aff, tão tantas dúvidas existenciais que em vez de nos deixarem mais felizes porque temos uma 'certa' clareza da realidade, acabamos ficando infelizes por vermos mais claramente as misérias da vida.
Bom, mas agora não é hora de ficar infeliz, mas sim feliz porque, afinal, eu vou trabalhar muito mais contente NAS FÉRIAS!!! ;-)

Domingo, Junho 26, 2011


PARA SARA, RAQUEL, LIA E PARA TODAS AS CRIANÇAS


















CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE.


Eu queria uma escola que cultivasse
a curiosodade de aprender
que é em vocês natural.


Eu queria uma escola que educasse
seu corpo e seus movimentos:
que possibilitasse seu crescimento
físico e sadio. Normal


Eu queria uma escola que lhe
ensinasse tudo sobre a natureza,
o ar, a matéria, as plantas, os animais,
seu próprio corpo. Deus.


Mas que ensinasse primeiro pela
observação, pela descoberta,
pela experimentação.


E que dessas coisas lhes ensinasse
não só o conhecer, como também
a aceitar, a amar e preservar.

Eu queria uma escola que lhes
ensinasse tudo sobre a nossa história
e a nossa terra de uma maneira viva e atraente.

Eu queria uma escola que lhes
ensinasse a usarem bem a nossa língua,
a pensarem e a se expressarem
com clareza.

Eu queria uma escola que lhes
ensinassem a pensar, a raciocinar,
a procurar soluções.

Eu queria uma escola que desde cedo
usasse materiais concretos para que vocês pudessem ir formando corretamente os conceitos
matemáticos, os conceitos de números, as operações... pedrinhas... só porcariinhas!...
fazendo vocês aprenderem brincando...

Oh! Meu Deus!
Deus que livre vocês de uma escola
em que tenham que copiar pontos.

Deus que livre vocês de decorar
sem entender, nomes, datas, fatos...

Deus que livre vocês de aceitarem
conhecimentos "prontos",
mediocremente embalados
nos livros didáticos descartáveis.

Deus que livre vocês de ficarem
passivos, ouvindo e repetindo,
repetindo, repetindo...

Eu também queria uma escola
que ensinasse a conviver, a cooperar,
a respeitar, a esperar, a saber viver
em comunidade, em união.

Que vocês aprendessem
a transformar e criar.

Que lhes desse múltiplos meios de
vocês expressarem cada sentimento,
cada drama, cada emoção.

Ah! E antes que eu me esqueça:

Deus que livre vocês
de um professor incompetente.
.

Sexta-feira, Junho 10, 2011

Discussões sobre Etnografia Virtual

Os grupos de alunos da Pós-Graduação em Educação Matemática e Tecnológica apresentaram suas pesquisas a partir de estudos de dissertações e teses abaixo relacionadas:



Avaliação da Aprendizagem na Educação Online: aproximaçõs e distanciamentos para uma avaliação formativa-reguladora
Mestranda: Cláudia Simone Almeida de Oliveira
Orientadora: Profª Dra. Maria Auxiliadora Soares Padilha

 
É namoro ou amizade?: estudo etnográfico sobre sites de namoro na internet
Mestranda: Leci Maria Soriano Bobsin Corrêa
Orientador: Profº Dr. Airton Luiz Jungblut

Smartphones e Trabalho Imaterial: uma etnografia virtual sobre sujeitos usuários de dispositivos móveis convergentes.
Mestranda: Annelore Spieker de Oliveira
Orientador: Profº Dr. Alex Primo

“Don´t tell me what i can't do”: as práticas de consumo e participação dos fãs de Lost
Mestranda: Ana Paula Bandeira
Orientadora: Profª Dra. Ana Carolina D. Escosteguy

Copiado do Blog da turma "Ser mestrando é bom e eu gosto".

Foi uma aula de muito trabalho e envolvimento. Todos participaram ativamente e discutiram suas análises. Pena que foi pouco tempo...
Parabéns a tod@s e obrigada pela participação tão intensa!

Quinta-feira, Junho 09, 2011

Plano da Aula de hoje na pós - Etnografia Virtual

Hoje irei trabalhar com a turma do mestrado em Educação Matemática e Tecnológica, na disciplina de Metodologia da Pesquisa Científica, a abordagem metodológica Etnografia Virtual.
Com o objetivo de compreender as características e usos dessa metodologia em pesquisas científicas atualmente iremos:

1.o Dividir a turma em 4 grupos;

2. Cada grupo irá pesquisar um trabalho de investigação científica (dissertação ou tese) que tenha utilizado a Etnografia Virtual (EV) como metodologia de sua pesquisa.

3. Os grupos irão identificar na pesquisa:

- Identificação do trabalho (título, nome do autor, nome do orientador, programa de pós-graduação).
- O Objetivo da pesquisa;
- A justificativa do uso da EV em relação ao objeto de pesquisa;
- Justificativa do uso da EV no que tange à natureza da pesquisa;
- Identificação do contexto da pesquisa (campo investigado);
- (Se e) Com que outras abordagens metodológicas o autor utiliza a EV? Qual a justificativa dada pelo pesquisador para isso?
- Apresentação dos instrumentos e estratégias de coleta de dados com a EV e respectivas justificativas para tais instrumentos e estratégias;
- Principais referências utilizadas na metodologia, relacionada a que conceito ou conteúdo?
- Tipo ou estratégia de análise utilizada.
- Outros... (algo que achou importante e não está contemplado em nenhuma das questões anteriores.

4. Os grupos apresentam os resultados de suas pesquisas. Discutimos.

5. Em seguida, cada grupo irá receber um conjunto de questões relacionadas aos textos que estudamos para esta aula (HINE, Christine. Etnografia virtual. Editora UOC: Barcelona, 2004. Capítulos 3 e 4). Os grupos podem pesquisar, na internet, em outros textos e referências, as respostas para as questões colocadas, além do texto indicado anteriormente.

Grupo 01:
 - O que é etnografia?
 - Em que campos de pesquisa a etnografia é utilizada como método de estudo?
 - Qual o impacto das mudanças no campo da etnografia nos estudos qualitativos?
 - Como se justifica a validade da etnografia para os estudos qualitativos?


Grupo 02
 - Como a internet se constitui como objeto de estudo etnográfico?
 - Qual a importância do ‘estar junto’ no estudo etnográfico? Qual a problemática do ‘estar junto virtual’ para a etnografia?

Grupo 03
 - Como é possível o pesquisador enraizar-se na experiência virtual, através da etnografia virtual?
 - Qual a diferença entre a interação oral e a virtual para o estudo etnográfico?

Grupo 04
 - Como podemos entender os textos da internet como artefatos culturais?
 - Discuta sobre o trabalho do pesquisador na etnografia virtual.

6. Os grupos terão cerca de 20 minutos para organizarem as respostas e depois discutiremos no grande grupo.

7. Em seguida os grupos colocarão a avaliação sobre a aula nos comentários do blog.

Depois posto minha própria avaliação da aula.
Se você tem alguma sugestão ou comentário sobre a aula, por favor, comente.