sexta-feira, 1 de maio de 2009

O Funk e a Bossa Nova: pré-conceito musical na sala de aula não soa como música agradável aos ouvidos


Esta semana trabalhamos na sala de aula, na disciplina de Tecnologias da Informação e Comunicação para Educação, a música como recurso pedagógico. É interessante como as pessoas possuem pré-conceitos em relação aos gostos musicais. Inclusive eu!!!
O que é música, afinal?
Segundo definições da Wikipédia, Música é a organização de sons e silêncios em um tempo. Segundo Nettl (1983) a música pode ser considerada uma ciência porque combina sons de maneira lógica e expressiva, também sendo relacionada à comunicação e à linguagem. Para o Ocidente, os elementos básicos de construção da música são os tons. Para ver a música como arte e ciência é preciso relacionar beleza e inteligibilidade, para entender música como comunicação é necessário considerar a sua expressividade. A música é uma representação da cultura e das tradições de um povo.
Portanto, o conceito de música não é consenso entre os estudiosos do tema. O fato é que ela pode ser ´agradável aos nossos ouvidos´ ou não, mas não deixa de ser música, se contém seus elementos básicos: duração, altura, timbre e intensidade (PCNs, 1997). Então, muito do que nossos alunos escutam e admiram como música e nós nos arrepiamos só de pensar, também pode ser considerado música.
Devemos respeitar o gosto musical de nossos alunos, partindo de seus conhecimentos prévios e sua realidade. Contudo, podemos refletir com eles sobre a mensagem de determinadas letras de música, coreografias, etc.
Mas, quando dizemos que precisamos partir da realidade do aluno não quer dizer que devemos permanecer nela! Podemos respeitar e valorizar os valores e interesses de nossos alunos e instigá-los a conhecer outros. Não com a finalidade de 'mudar' seus gostos, mas de lhes oferecer um espectro mais amplo de possibilidades musicais. Só gostamos quando provamos!
E você? Tem preconceito musical na sala de aula?

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Blogando novamente

Oi pessoal,

Ultimamente, apesar de não blogar há bastante tempo, estou muito blogueira.
É que eu estou lendo uma dissertação sobre blogs para uma banca de mestrado. Além disso, em um curso a distância que estou ministrando, meus alunos estão criando bogs educativos.
Assim, fico sempre com a consciência pesada por não estar atualizando sempre meu blog. Acredito que ele pode ser uma importante ferramenta de interação e contribuição pedagógica para a nossa formação.
Quando oriento meus alunos para a criação de um blog, peço-lhes que primeiro planejem o blog.
Pensem no tipo de blog que desejam fazer: pessoal, educativo, informativo; individua ou coletivo. Depois, é hora de pejsar na(s) temática(s), nos recursos, nas postagens, na forma de intereação com os leitores e na socialização/divulgação de seus blogs.
Um blog pode contribuir para aproximar mais alunos e professores. Além disso, é uma ampliação do tempo pedagógico (tanto para alunos como para professores).
Usar um blog também pode ser importante para aquele momento metacognitivo. Quando o aluno precisa sistematizar suas aprendizagens depois de todo o processo de interação, discussão e construção de seu conhecimento.
As possibilidades de uso do blog são muitas:
- O blog do professor: para socializar informações das aulas, para levantar questões e problematizações, para apresentação e socialização de seus trabalhos, suas reflexões para os alunos e colegas, etc.
- O blog da turma: toda a turma pode blogar, postando suas reflexões não apenas sobre uma disciplina específica, mas de todo o curso, se desejarem. O blog pode ser espaço de socialização das atividades da turma, divulgação de informações, eventos, fotos, etc.
- O blog dos grupos: a partir de alguma atividade, o professor pode sugerir que os grupos, ao invés de escrever um artigo ou fazer slides para apresentação de alguma pesquisa ou trabalho, postem no blog. O blog exige uma escrita convencional, portanto, também é uma possibilidade de ver como seus alunos estão escrevendo...
- O blog do aluno: cada aluno pode ter o seu blog. Para alguma atividade ou trabalho específicos ou para toda a disciplina, onde o professor irá acompanhar o percurso ou o produto do trabalho ou atividade.
Bom, essas são apenas algumas sugestões...
E vamos blogar!!!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

O Orkut nas escolas

Algumas orientações para o uso do Orkut na sala de aula são comuns às anteriormente citadas para o uso do MSN. O Orkut é uma ferramenta de comunicação e informação. O Orkut é um ambiente virtual que pode servir para aprendizagem colaborativa, apesar de sua criação não ter sido exatamente para este fim. Seus objetivos iniciais são facilitar relacionamentos profissionais, entre amigos, entre pessoas conhecidas e desconhecidas que tenham objetivos em comum.
Para que possamos utilizar o Orkut como uma ferramenta de aprendizagem é necessário que se considere algumas características:
· Ter um tema de interesse educativo para discussão;
· Possuir um ou mais moderadores que provoquem a interação entre os participantes da comunidade e que também interajam com os participantes; que promovam debates, enquetes, fóruns sobre a temática da comunidade; dêem feedback das questões aos participantes;
· Possuir espaços de discussão, interação e informação entre os participantes;
· Estar continuamente atualizado;
Além dessas características, para usar uma comunidade do Orkut para as aulas também pode-se planejar atividades dentro e fora da sala de aula para:
(a) Pesquisar comunidades temáticas;
(b) Encontrar perfis de pessoas conhecidas para contatar e discutir sobre algo que se está estudando;
(c) Construir comunidades sobre um tema específico e, para isso, precisa-se estudar um conteúdo com profundidade, exercita-se a escrita, a leitura, a argumentação...
(d) Promover a interatividade entre pessoas com um interesse em comum;
(e) Promover enquetes sobre algum tema polêmico (na enquete o usuário não apenas escolhe uma opção dentre as definidas por quem postou a enquete como também discute e comenta sobre sua opinião;
É importante, assim como para o uso do MSN, ter objetivos, estratégias e critérios de uso bem definidos e claros para os alunos.
Para o uso do Orkut na escola e a abertura de acesso nos laboratórios escolares, sugerimos as mesmas recomendações que foram recomendadas para o uso do MSN.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

O uso do MSN nas escolas



As Tecnologias da Informação e Comunicação adentram cada vez mais nas salas de aula. Um dos argumentos para o uso desses recursos nas aulas é aproximar a realidade do aluno às ações escolares. Mas para que isso seja feito de forma ‘pedagogicamente correta’ é necessário que o professor tenha clareza das possibilidades pedagógicas do recurso que pretende utilizar e também um planejamento bem definido, com os objetivos de aprendizagem que os alunos precisam alcançar, uma estratégia interessante e envolvente e critérios claros de avaliação, não só da aprendizagem do aluno como também do processo dessa aprendizagem.
O uso do MSN
O MSN é uma ferramenta de comunicação síncrona. Ou seja, as pessoas se comunicam ao mesmo tempo, de lugares diversos. Quais as benesses dessa ferramenta para o processo educacional? Podemos pensar em dois tipos de atividades:
(a) Atividades que ocorram dentro da sala de aula, como: promover o intercâmbio entre os meus alunos e outros alunos de lugares e culturas diversas; estimular a discussão escrita sobre algum conteúdo, através do bate-papo, no laboratório da escola;
(b) Atividades que ocorram fora da sala de aula, como: promover o contato entre meus alunos em momentos extra-sala de aula (eles podem fazer isso para discutir algum conteúdo, para planejar a organização de algum trabalho do grupo, etc.); tirar dúvidas de meus alunos em momentos extra-sala de aula.
Como vimos acima, o MSN pode ser utilizado como um recurso pedagógico. Só é necessário que se tenha um objetivo claro, não só para o professor como para os alunos. Haverá momentos de dispersão, mas com uma boa orientação sobre as ‘regras’ da conversa, os alunos se concentram e participam adequadamente.
Quando o uso do MSN não é adequado? Quando o aluno está batendo papo com outras pessoas que estão em outro ambiente que não o da sala de aula ou mesmo com o coleguinha da classe, no laboratório, para conversar sobre outros assuntos e se dispersar da atividade que está sendo realizada.
Deve-se proibir o uso ou bloquear o MSN no laboratório da escola? Acredito que o laboratório deve ter critérios de usabilidade bem definidos pela escola. Mas esses critérios não podem ser extremamente repressivos. As vezes, a escola reprime tanto os critérios de acesso que o bloqueio de uma simples palavra como ‘sexo’ pode inviabilizar o uso do laboratório por muitos professores, como por exemplo, o professor de biologia. Como ele vai trabalhar o sistema reprodutor com seus alunos se nenhuma página com a palavra ‘sexo’ ou ‘sexual’ pode ser aberta? É preciso ter cuidado em não limitar demais o acesso dos laboratórios das escolas. O mais apropriado é educar os usuários do laboratório escolar para seu uso adequado. Se o laboratório é só para aulas, o professor deve orientar seus alunos para que ações serão realizadas na aula e discutir com eles os efeitos da dispersão. Caso o aluno não corresponda às orientações deve-se conversar individualmente com ele, explicando os objetivos da atividade no laboratório e que, se ele deseja fazer outras atividades com o computador ele deve fazer em casa ou em uma lan-house.
Se o laboratório é utilizado para consultas e pesquisas dos alunos, além das aulas, é importante que os usuários também sejam educados para seu uso. A escola pode limitar o tempo de cada aluno para usar o laboratório, como uma hora por dia. O que ele vai fazer no computador é problema dele. Se ele vai usá-lo para pesquisar assuntos dos trabalhos, responder e-mails ou conversar no MSN, tanto faz. Pode-se proibir, claro, acesso a páginas pornográficas, não por puritanismo, mas por uma questão legal, que é a idade apropriada para o acesso a esses sites. Além disso, o aluno deve saber que esse tipo de sites deve ser acessado de forma mais privativa, em sua própria casa.
A repressão não educa! Mas, ter clareza e compreensão de como agir em cada espaço social (na escola, em casa, na casa dos colegas, em espaços públicos, etc.) é educativo.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

A (in)eficiência da escola e as tecnologias na Educação ou A barbárie na escola e o professor


É interessante como, muitas vezes, esquecemos da escola real e de como ela é!
Ficamos falando em Tecnologias da Informação e Comunicação, de cibercultura, ciberespaço, Educação a distância, plataformas virtuais, m-learning e pensamos que o nosso público-alvo são todos os cidadãos em condições de educação. Bom, acho que nosso público é limitado, e BEM limitado.
Várias vezes, falando de como podemos usar essas tecnologias na escola para alunos/as de Pedagogia que já enfrentam o dia-a-dia das escolas públicas eu penso em como ainda estamos longe de uma sociedade digital ou de uma cibercidadania!
E isso não é culpa dos professores que estão na escola. Os artigos geralmente indicam que os professores não se atualizam, que ainda estão na era do 'ditar-falar', que ainda trabalham conteúdos distantes da realidade dos alunos!
E eu penso: os professores até que se atualizam, mas, geralmente, não possuem o recurso adequado e com manutenção na escola. O que fazer se o laboratório de informática ou o vídeo/TV da escola estão sucateados, quebrados e sem nenhuma possibilidade de conserto? Como trabalhar criatividade, imaginação, em salas escuras, quentes, fechadas, sujas e pequenas? Como adequar uma prática progressista a um currículo engessado e antiquado? Será que as realidades de muitos de nossos alunos (de violência, miséria, fome, abandono) são mesmo interessantes para trazermos para a sala de aula? E o que falar das 'equipes pedagógicas' que nos orientam a 'empurrar com a barriga', 'ir levando', 'gritar mais alto que os alunos', 'deixar de castigo', 'proibir recreio, passeio...'
Acho até que nossos alunos/professores já fazem milagre nas escolas. Vejo experiências exitosas que são verdadeiras obras de arte diante de um quadro de verdadeira barbarie na escola fundamental.
E então, eu que antes me sentia mais próxima de uma realidade mais adequada ao que eu considero como um momento de transição entre uma educação de péssima qualidade e uma de melhor qualidade, me sinto mais longe ainda... Aquela luz que eu via no fim do túnel vai ficando mais difusa e embaçada...
Mas, vamos lá, não estou negando avanços, nem fraquejando! Apenas voltando à superfície para buscar mais força nos olhares questionadores e em conflito da realidade.
Respirar fundo... Mergulhar de novo!

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Reticências

As vezes as pessoas somem...
Agente fica a se perguntar: o que foi feito delas?
A correria do dia-a-dia nos faz esquecer as amenidades.
só pensamos nas obrigações, atividades, teses pra escrever, contas pra pagar...
Aquele texto pra escrever pra o próximo congresso, aquela palestra...
[adoro reticências...]
precisávamos de reticências para o dia-a-dia...
elas poderiam nos ajudar a deixar as obrigações esperando...
para daqui a pouco, para amanhã...
e vamos cuidar das amenidades!
o que são elas?
Ah, aquela cervejinha no fim do expediente para contar as novidades, para reclamar do colesterol, da balança, do joelho [eita, passou uma morena de responsa!]
Ah, lembrar daqueles tempos, em que achávamos que queríamos ser felizes! [eita, felicidade é esse gostinho amargo dessa skol] desceu redondo????
ah, amenidades são as piadas de bolso que todos já ouviram mas insistimos em contar, mas como são engraçadas, como são divertidas!
Ah, amenidades são as nossas caras de bobos depois da terceira skol.
Para amenidades não queremos reticências [embora eu adore elas...]
Reticências são possibilidades. Possibilidades são muitas. Não existe essa ou aquela, podem ser muitas, muuuuuuuuitas...
Mas não escolhemos as amenidades! Escolhemos as obrigações...
E então, sumimos! Pufh!
Abracadabra! Apareça!

domingo, 4 de maio de 2008

Dividir


Felicidade eu aprendi a dividir!!!
Felicidade, eu aprendi...
Felicidade...

Eu aprendi assim...
Dividindo.
Dividindo o pão, Tinha hora que era muito ruim ter 6 irmãos...
Dividindo também a pisa, dividindo a bronca! (outras vezes era muito bom... Não tem braço que aguente dar tantas palmadas, pena que ela sempre começava pelas mais danadas. Acho que eu era a primeira ou segunda da lista...)

Aprendi... Que bom que aprendi...
É tão bom ter curiosidade, ter vontade, vasculhar, ler, bagunçar...
cansar de procurar, de catucar...

Que bom é cheiro de livro velho, livro que se pode ter...
Que bom é pão com banana...
Que bom é ovo com arroz branco!
Que bom é farinha torrada!!!
Que bom é colo de mãe com sono, água com fome, sono com lágrima...
Que bom é tanto irmão... Ensina a gente a ser GENTE!
Aprendi a ler e escrever com minha irmã (ANA PADILHA),
aprendi a me defender com minha irmã (JAQUELINE PADILHA)
aprendi a ouvir com minha irmã (CRISTINA PADILHA)
aprendi a ser mais traquila com minha irmã (FÁTIMA PADILHA)
aprendi a fazer farra com meu irmão (ALEX PADILHA - o mais competente!!)
aprendi a compreender a vida pelos olhos dos miseráveis com meu irmão (CARLOS PADILHA).
Aprendi a ser alguém na vida com minha mãe (MARIA PADILHA)
Precisava escola?????

Hoje, então, eu quero dividir...
Isso tudo transborda em mim, isso tudo borbulha em minha garganta...
Querem um pouquinho?
Toma...

Ontem eu fiz 41 anos!
Parabéns para quem aprendeu a viver!
bjs em todos vocês que eu amo e, por isso, quero dividir um pouquinho de minha felicidade.



Auxiliadora Padilha