domingo, março 27, 2011

Quantos Alcides ainda perderemos?

Alcides, Marleide, Miriam, Luciano, Carlos, Fabiana...
quantas crianças e adolescentes ainda perderemos para a violência, para a fome, para a falta de oportunidades e educação de qualidade?
A mídia chama a atenção para o exemplo de adolescentes que venceram um contexto de miséria e chegaram à universidade ou à uma experiência exitosa e, depois de tanta luta perdem de novo e nos deixam com aquela sensação de impotência, de tristeza e de revolta.
Mas para cada um Alcides existem milhares de jovens que não tiveram a chance de um sabor de vitória. Nós também os perdemos... Os perdemos para as drogas, para a marginalidade.
Saber que poderíamos ser um deles, mas não somos, não nos reconforta. As vezes nos cobre uma sensação de culpa. Por termos conseguido e eles não.
Mas logo recobramos a clareza e percebemos que não temos culpa de termos conseguido. Na verdade foi bem difícil, pois não contamos com privilégios.
E o que faremos? Continuaremos sentados em nossas poltronas confortáveis reclamando da injustiça e da falta de políticas públicas enquanto tomamos nossa cervejinha de final de semana?
O que faremos?

quarta-feira, março 23, 2011

Reunião do Grupo de EAD - Memória


O encontro do grupo de Avaliação de cursos a distância ocorreu nesta segunda, dia 21 de março, às 9h.
Estiveram presentes: Luciana Lemos, Cristiane Silva, Marta Henrique, Luciene, Lucielma, Rita, Helmo, Jason, Daniela, Andrea, Emanuelle e eu, claro.
Fizemos uma primeira apresentação e vimos a diversidade de formações dos componentes do grupo. Temos gente de comunicação, educação, informática, administração. Isso sem contar minhas meninas de geografia e física que não puderam comparecer...
Apresentamos o objetivo do grupo que é estudar sobre Avaliação de Cursos a distância, principalmente como desdobramento de minha pesquisa do CNPq intitulada: Avaliação de Cursos de Graduação a Distância: construindo uma proposta de avaliação.
Desta pesquisa já tivemos alguns frutos: Adriana Ferreira da Silva foi minha aluna de Pibic e desenvolveu comigo um estudo sobre os modelos de EAD de universidades públicas. Fizemos isso analisando os sites dos cursos.
A dissertação de Claudia Simone Oliveira, sobre avaliação da aprendizagem em EAD, também foi fruto desse estudo. Além disso, temos Marta e Adriana fazendo um TCC de Pedagogia sobre a percepção de alunos de letras sobre o curso a distância e o Pibic de Betânia, que está estudando sobre a percepção da coordenação de um curso a distância sobre os indicadores de avaliação do MEC.
Um grande momento de minha pesquisa foi a parceria com o Núcleo de EAD da UPE. Trabalhamos por lá diversos instrumentos de avaliação de cursos e ainda produzimos artigos para congressos, além de materiais didáticos e orientações para professores e tutores.
Bom, a atividade central do grupo de estudos foi o estudo dirigido de 6 textos (que estão disponíveis na internet e no ambiente virtual do grupo) destacando os seguintes pontos: o olhar dos autores, o objetivo do artigo, a concepção/conceito de EAD; a concepção/conceito de avaliação; a concepção/conceito de ensino-aprendizagem; a proposta de avaliação (modelo, instrumentos, critérios, indicadores, etc.).
Após a leitura e identificação dos pontos, cada dupla ou trio apresentou para discussão.
Da discussão foi gerada uma tabela com os dados destacados e cada dupla ou trio irá preenchê-la e, em seguida iremos disponibilizar no ambiente.
Os textos são escritos por autores de diferentes áreas e, portanto, assim como nosso grupo, com diferentes olhares sobre a EAD e sobre a avaliação. Observamos que há uma variedade de modelos e propostas de avaliação, seja de aspectos técnicos, pedagógicos, ergonômicos ou comerciais. Mas todos eles focam a partir do aluno. Afinal, o principal ator. Entretanto, refletimos que é preciso considerar esse agente, mas também os demais agentes do processo. Professores, tutores, coordenadores, entre outros. Ainda concluímos que os critérios de avaliação devem considerar o contexto específico de cada curso, além da especificidade do curso e da proposta diferenciada.
Dessa forma, não é possível ter apenas um instrumento de avaliação para todos os cursos e para todas as regiões. É preciso flexibilizar a avaliação e os indicadores. Assim como é preciso valorizar mais a diversidade de modelos de cursos, para dar conta da diversidade de estilos de aprendizagem e condições técnicas e tecnológicas das instituições e alunos.

Os textos trabalhados foram os seguintes:

domingo, março 13, 2011

Fim do carnaval - Feliz Ano Novo!

Pois é, acabou a folia e, com isso, o ano começa realmente... De vez!!!!
Não que eu já não tenha pego no batente desde o dia 1 de janeiro... Mas, agora é que as aulas vão realmente começar na UFPE, o projeto de Extensão também vai emplacar, os grupos de estudo vão iniciar... enfim... O ano vai começar...
Mas, porque que eu já estou tão cansada???
Minha agenda está toda riscada com todos os compromissos para o semestre e, me parece que as atividades já estão todas planejadas...
Isso é bom. Eu gosto de me planejar e fico muito p... quando algum imprevisto acontece e eu tenho que deixar todo o meu planejamento pra apagar incêndios... Principalmente quando os incêndios foram propagados por alguém que eu sei que não tem nenhum planejamento na vida... E então, eu tenho que me desprogramar e 'apagar incêndios' dos outros...
Não que eu seja egoísta. E é por isso que eu sou bombeira de primeira fila, mas eu gostaria que as pessoas desprogramadas atrapalhassem menos a vida da gente que quer ser organizada.
Bom, eu tentei deixar as pessoas mais tranquilas nesse começo de ano e não aperriei muito. Gostaria muito de ter começado meus grupos de estudo em fevereiro, quando acabaram as férias (oficiais), mas me controlei, para não ser 'a chata'...
Então, meus orientandos, alunos e agregados amados... O ano começou...
Se eu já estou cansada só de planejar, imaginem como ficarão vocês durante o ano... rsrsrsr
FELIZ ANO NOVO para tod@s. Que nós realizemos nossos planejamentos, consigamos construir nossos caminhos, produzir...
Enfim, viver, fazendo o que gostamos e nos sentimos bem! 

domingo, fevereiro 20, 2011

Ser Velho

O vizinho está ouvindo umas músicas bem antigas e eu me lembrei de alguém muito especial.
Prof. Guido. Conheci Guido em uma faculdade particular em que trabalhei e com ele aprendi bem mais coisas que simplesmente administrar um curso de graduação.
A faculdade ficava em outra cidade e, por isso, passávamos quase 1h conversando no ônibus, de volta para casa, à noite.
Ele adora cantar e contar histórias de sua longa vida, além de contar piadas e provérbios. Como sempre gostei de músicas antigas, por influência de meus pais, de vez em quando eu cantava para ele. Entre uma canção e outra, um provérbio e uma piada, sempre havia um ensinamento sobre a vida, o caráter das pessoas, a política ou até mesmo um remédio natural para curar algum mal, tanto biológico como psicológico.
Grande galanteador não escapei de suas cantadas,claro que sempre respeitosas e inocentes. Afinal, ele sempre foi muito cavalheiro.
Aprendi muito com Guido. Aprendi que ser idoso, ser velho é uma grande vantagem. Você pode olhar para as situações e perceber o contexto mais complexo, entender outros tons e interpretar mais claramente a natureza das pessoas e de suas atitudes.
Nas noites de lua cheia nós voltávamos cantando e conversando sobre a maravilha de estar vivo, apesar das dificuldades da vida.
Quando Guido faleceu eu não tive coragem de ir vê-lo. Soube que ele estava coberto por suas orquídias e pensei que deveria estar muito bonito e também contente, por saber que aprendeu tanto na vida e teve a grandeza de compartilhar isso com quem estivesse a fim de aprender.
Assim, quando me lembro dele, não tenho medo de ficar velha. Sei que posso ser como ele: alegre, sábio e professor!
Obrigada Guido...

quinta-feira, agosto 12, 2010

Uma Odisséia no espaço

Oi pessoal,

Para nossa primeira aula de tecnologias da Informação e Comunicação para Educação, vamos assistir a um trecho do filme 2001: uma odisséia no espaço. Este vídeo irá nos ajudar a construir nosso conceito de tecnologia.



segunda-feira, agosto 09, 2010

Novo Blog - site do gente


Oi pessoal,
 a partir de agora as postagens serão divididas entre este e o novo Blog.
                                                                         Visite-me.

terça-feira, janeiro 26, 2010

A tecnologia sms ajudando a escrever melhor...

Temos que concordar que o celular, hoje em dia, é um recurso que só falta ser usado por bebês (não que não exista...). Além disso, nosso receio é que as crianças levem os celulares para a escola e se desviem do conteúdo a ser estudado....
Será que não podemos aproveitar essa tecnologia de alguma forma para aprender, na sala de aula, os conteúdos curriculares?

Vejam essa notícia divulgada em 21/01/2010, no Portal R7, na página de Tecnologia e Ciência:

Crianças que trocam mensagens
pelo celular falam e leem melhor

Pesquisa britânica indica que uso do SMS não é tão prejudicial quanto os pais pensam

Um estudo publicado nesta quarta-feira (20) pela British Academy revela que crianças que têm o hábito de trocar mensagens de texto pelo celular (SMS) falam e leem melhor que as outras.

Os pesquisadores concluíram que uma criança com hábito de digitar palavras abreviadas como “vc” em vez de “você” geralmente sabe como escrever a maneira correta da palavra, algo que sempre preocupou muitos linguistas críticos dos textos enviados por SMS.

Pais e professores também se preocupam porque é cada vez mais comum que as crianças usem a escrita abreviada em redações e lições de casa.

A amostra estudada tinha estudantes de oito a 12 anos de idade e entre eles, os que mais usavam serviços de SMS eram os que apresentavam menos problemas em ler e falar durante as atividades em sala de aula. Mas não foi encontrada qualquer relação com a frequência do uso de SMS e melhoria na habilidade de escrever dentro dos padrões cultos da língua inglesa.

Clare Wood, especialista em psicologia do desenvolvimento da Universidade de Coventry, no Reino Unido, disse ao jornal britânico The Independent que se surpreendeu com o resultado.

- Primeiro estudamos para verificar a relação entre uso de mensagens de texto abreviadas e a alfabetização após destaques negativos sobre o assunto divulgados pela imprensa. Ficamos surpresos ao ver que não apenas há forte associação, mas que o uso desse tipo de mensagem [SMS] ajuda no desenvolvimento da consciência fonoaudiológica e habilidade de leitura.

http://noticias.r7.com/tecnologia-e-ciencia/noticias/criancas-que-trocam-mensagens-pelo-celular-falam-e-leem-melhor-20100121.html