Manguebeat (também grafado como manguebit ou mangue beat) é um movimento musical que surgiu no Brasil na década de 90 em Recife que mistura ritmos regionais com rock, hip hop, maracatu e música eletrônica.
Esse estilo tem como ícone o músico Chico Science, ex-vocalista, já falecido, da banda Chico Science e Nação Zumbi, idealizador do rótulo mangue e principal divulgador das idéias, ritmos e contestações do Manguebeat. Outro grande responsável pelo crescimento desse movimento foi Fred 04, vocalista da banda Mundo Livre S/A e autor do primeiro manifesto do Mangue de 1992, intitulado "Caranguejos com cérebro".
O objetivo do movimento surgiu de uma metáfora idealizada por Zero Quatro, ao trabalhar em vídeos ecológicos. Como o mangue era o ecossistema biologicamente mais rico do planeta, o Manguebeat precisava formar uma cena musical tão rica e diversificada como os manguezais. Devido a principal bandeira do mangue ser a diversidade, a agitação na música contaminou outras formas de expressão culturais como o cinema, a moda e as artes plásticas. O Manguebeat influenciou muitas bandas de Pernambuco e do Brasil, sendo o principal motor para Recife voltar a ser um centro musical, e permanecer com esse título até o momento.
Com o surgimento de várias bandas no cenário recifense, gravadoras como Sony, Virgin e outras famosas, deram início a uma contratação de bandas que se incluíam nesse cenário Mangue.
Notáveis bandas do gênero manguebeat incluem Mundo Livre S/A, Mombojó, Cordel do Fogo Encantado e Nação Zumbi.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Manguebeat
Como diz Paulo Freire "somos seres programados... para aprender", por isso, este espaço é para socializar aprendizagens, descobertas, perguntas, ideias...
sábado, fevereiro 23, 2008
domingo, novembro 18, 2007
Nós e a tecnologia
O que é tecnologia? Esta é uma palavra que está sempre presente no nosso dia-a-dia. Você já parou pra pensar no que ela significa?
Imaginemos que você está passeando por uma praia deserta. Nada de trabalho, nada de telefones tocando, trabalhos para digitar no seu notebook de última geração, cálculos para realizar na sua calculadora científica, nada disso... só você e a natureza... nada de tecnologia entre você e a natureza... Mas... e esse traje de banho de tecido sintético com tecnologia para diminuir a influência dos raios solares? Esse óculos, última moda, com anti-reflexo e protetor de raios ultra-violeta? Esse tênis básico que amortece o impacto da sua caminhada? Sem contar o bloqueador solar que você passou em todo o corpo para se proteger dos raios solares... e eu nem vou falar daquele esmalte com vitamina E que você passou para fortalecer as unhas... está bem, está bem... Vamos voltar para sua caminhada na praia: só você, a natureza... e a tecnologia!
Imaginemos que você está passeando por uma praia deserta. Nada de trabalho, nada de telefones tocando, trabalhos para digitar no seu notebook de última geração, cálculos para realizar na sua calculadora científica, nada disso... só você e a natureza... nada de tecnologia entre você e a natureza... Mas... e esse traje de banho de tecido sintético com tecnologia para diminuir a influência dos raios solares? Esse óculos, última moda, com anti-reflexo e protetor de raios ultra-violeta? Esse tênis básico que amortece o impacto da sua caminhada? Sem contar o bloqueador solar que você passou em todo o corpo para se proteger dos raios solares... e eu nem vou falar daquele esmalte com vitamina E que você passou para fortalecer as unhas... está bem, está bem... Vamos voltar para sua caminhada na praia: só você, a natureza... e a tecnologia!
quinta-feira, setembro 27, 2007
Helpdesk (clique aqui para ver este vídeo)
Oi pessoal,
vejam este vídeo sobre como nos deparamos com uma nova tecnologia.
Será que seríamos tão inocentes assim?
É muito legam, vejam e comentem.
vejam este vídeo sobre como nos deparamos com uma nova tecnologia.
Será que seríamos tão inocentes assim?
É muito legam, vejam e comentem.
quarta-feira, setembro 05, 2007
Avaliando um semestre
Todo final de semestre é a mesma coisa...
É uma correria danada! Parece que todos os professores deixam para pedir os trabalhos mais difíceis e trabalhosos no final do semestre, quando, justamente, os alunos já estão cansados no finalzinho da batalha...
É mesmo interessante como acreditamos que, no final da disciplina, o aluno deve ‘rever’ tudo o que aprendeu e que os trabalhos devem seguir uma seqüência lógica (?) do mais simples (no início da disciplina) para o mais complexo (no final), culminando numa atividade de Hércules!
É... avaliar é mais difícil do que imaginamos. Ainda tenho colegas que fazem uma prova final com todo o conteúdo da disciplina ‘pra ver o que ficou de tudo o que ele passou para o aluno’. E ainda aterrorizam os alunos durante todo o período da disciplina afirmando que ‘isso vai cair na prova’!
Estamos em uma escola do Ensino Fundamental? (Não que isso seja correto neste nível de ensino, mas ainda é uma prática muito comum, justificada para se manter a disciplinas de alunos em pleno desenvolvimento adolescente).
Mas vejamos que estamos mesmo em uma universidade! Pois é! Ainda não ultrapassamos a cultura do professor detentor do conhecimento que despeja conteúdos nas cabeças de seus alunos, que, por sua vez, devem decorar tudo e repetir no final da unidade, na prova!
E ainda se fala em originalidade na universidade!?! Em criatividade!?! Onde???
Como desenvolver a criatividade entre quatro paredes cinza e sem janelas? Como pensar em mudar uma cultura de massificação e reprodução se não temos possibilidade de ver o mundo do qual estamos discutindo nessas salas fechadas?
Nosso discurso sobre construção do conhecimento é muito bonito, principalmente quando fundamentamos com Paulo Freire, Vygotsky, Maturana, etc... Mas a prática ainda é behaviorista.
É preciso muito mais que uma mudança de concepção dos professores sobre como aprendemos cognitivamente. É preciso compreender que aprender não passa apenas pela construção cognitiva, passa pela afetividade, pela ética, pela estética, passa pelo corpo e não só pela mente... Aprender passa principalmente pelo prazer, pelo interesse, pela motivação.
Este semestre tive uma aluna que estava elaborando seu projeto de Trabalho de Conclusão de Curso sobre a motivação na aprendizagem. Um professor lhe disse que isso não era interessante... Que motivação esta aluna recebeu, heim?
Bom, eu ainda acredito que conseguiremos ultrapassar esta fase de professores preocupados apenas em ensinar e nem aí para o que e como seus alunos aprendem.
Este semestre eu ministrei disciplinas de Didática e Educação e Ciência no Mundo Atual (que eu acabo transformando numa disciplina sobre o uso didático das tecnologias...) Ma didática pra mim ultrapassa a forma e o conteúdo. Também inclui o sentimento, a emoção... de ser professor... Não um professor para dar belas aulas, mas um professor que crie oportunidades de aprendizagem para seus alunos e que os motive sempre, sempre, sempre, para desvendar os mistérios do saber...
É uma correria danada! Parece que todos os professores deixam para pedir os trabalhos mais difíceis e trabalhosos no final do semestre, quando, justamente, os alunos já estão cansados no finalzinho da batalha...
É mesmo interessante como acreditamos que, no final da disciplina, o aluno deve ‘rever’ tudo o que aprendeu e que os trabalhos devem seguir uma seqüência lógica (?) do mais simples (no início da disciplina) para o mais complexo (no final), culminando numa atividade de Hércules!
É... avaliar é mais difícil do que imaginamos. Ainda tenho colegas que fazem uma prova final com todo o conteúdo da disciplina ‘pra ver o que ficou de tudo o que ele passou para o aluno’. E ainda aterrorizam os alunos durante todo o período da disciplina afirmando que ‘isso vai cair na prova’!
Estamos em uma escola do Ensino Fundamental? (Não que isso seja correto neste nível de ensino, mas ainda é uma prática muito comum, justificada para se manter a disciplinas de alunos em pleno desenvolvimento adolescente).
Mas vejamos que estamos mesmo em uma universidade! Pois é! Ainda não ultrapassamos a cultura do professor detentor do conhecimento que despeja conteúdos nas cabeças de seus alunos, que, por sua vez, devem decorar tudo e repetir no final da unidade, na prova!
E ainda se fala em originalidade na universidade!?! Em criatividade!?! Onde???
Como desenvolver a criatividade entre quatro paredes cinza e sem janelas? Como pensar em mudar uma cultura de massificação e reprodução se não temos possibilidade de ver o mundo do qual estamos discutindo nessas salas fechadas?
Nosso discurso sobre construção do conhecimento é muito bonito, principalmente quando fundamentamos com Paulo Freire, Vygotsky, Maturana, etc... Mas a prática ainda é behaviorista.
É preciso muito mais que uma mudança de concepção dos professores sobre como aprendemos cognitivamente. É preciso compreender que aprender não passa apenas pela construção cognitiva, passa pela afetividade, pela ética, pela estética, passa pelo corpo e não só pela mente... Aprender passa principalmente pelo prazer, pelo interesse, pela motivação.
Este semestre tive uma aluna que estava elaborando seu projeto de Trabalho de Conclusão de Curso sobre a motivação na aprendizagem. Um professor lhe disse que isso não era interessante... Que motivação esta aluna recebeu, heim?
Bom, eu ainda acredito que conseguiremos ultrapassar esta fase de professores preocupados apenas em ensinar e nem aí para o que e como seus alunos aprendem.
Este semestre eu ministrei disciplinas de Didática e Educação e Ciência no Mundo Atual (que eu acabo transformando numa disciplina sobre o uso didático das tecnologias...) Ma didática pra mim ultrapassa a forma e o conteúdo. Também inclui o sentimento, a emoção... de ser professor... Não um professor para dar belas aulas, mas um professor que crie oportunidades de aprendizagem para seus alunos e que os motive sempre, sempre, sempre, para desvendar os mistérios do saber...
quarta-feira, julho 11, 2007
Participando de um Congresso: mais um espaço de formação

Oi pessoal,
Fui ao 18o Encontro de Pesquisa em Pós-Graduação Norte e Nordeste (EPENN).
Ir a um congresso é sempre uma experiência maravilhosa para aprendermos mais. Sei está previsto nas 'atividades complementares' a participação em eventos deste tipo, e a cada encontro me convenço mais ainda dessa importância.
O conhecimento fervilha nas salas, nas apresentações, mesas-redondas, conferências. E fervilha alegremente. Todos querem mostrar o que estão estudando, querem compartilhar suas idéias, seus pensamentos, suas descobertas. Pena que nem sempre o tempo é suficiente para o debate. Neste último Epenn fica uma crítica: muitos trabalhos aprovados e nenhum tempo para o debate dos mesmos. Para tirarmos nossas dúvidas, esclarecermos nossas divergências ou convergências sobre as idéias colocadas.
E o que eu acho mais bonito: ver os alunos de graduação (e até de pós-graduação) tensos e felizes ao mesmo tempo por estar começando a 'desarnar' para a pesquisa. Dou o maior apoio para meus alunos que me dizem que vão participar de um congresso. E ainda aviso: aproveite tudo! Veja o que outras pessoas estão escrevendo sobre o que você está pesquisando, faça contatos com professores e colegas de outros estados,
e não esqueça de conhecer a cidade, o local, a cultura, as pessoas... Muitas vezes, essas são as poucas oportunidades que temos de conhecer outros lugares. Pricipalmente quando se está na graduação.
Aproveite os dias para o estudo alegre e as noites para as alegres farras. Farras com responsabilidade e cuidado. Sempre vá com a turma toda, não se envolva em discussões, não saia sozinho com desconhecidos. Vá para curtir e não para se embriagar.
Se embriagar só com o conhecimento, com a troca, com o compartilhamento de saberes, com a interatividade, que foi o principal tema do mini-curso que participei, mas... isso é outra história e eu conto depois...
sexta-feira, junho 29, 2007
terça-feira, junho 26, 2007
Resignificando a prática pedagógica
Tenho aprendido bastante desde que comecei a ensinar...
Parece uma frase confusa, mas, na verdade, quando se é professor se aprende muito mais do que se acredita que ensina.
OS meus alunos de Didática (turmas 5N e 5P) deste semestre estão dando um banho de reflexão nas discussões sobre a prática docente!
Nunca consigo seguir o roteiro pré-programado, pois sempre entro e saio das aulas cheia de idéias, resignificando minhas concepções, compreensões, práticas...
Nesta semana, estávamos discutindo a construção da identidade do professor e, entre conceitos e reflexões de autores consagrados e tudo o mais que a formação acadêmica exige, senti que era necessário refletir sobre que tipo de professor queremos ser. Cada um de nós. Não só eles! Mas também eu, professora. Não podemos escolher o aluno que teremos, mas devemos decidir e perseguir o professor que seremos.
Quero ser um professor para ser lembrado, disse uma aluna. Lembrado não apenas pelos conteúdos que ensinamos, mas pela humanidade com que nos relacionamos com nossos alunos, pela coragem de deixá-los dizerem o que pensam sobre determinado tema, mesmo que não seja exatamente o que eu penso. Quero ser um professor que tenha compromisso com meu aluno, compromisso em não deixá-los à margem do conhecimento. Um professor que não se exima de seu papel de formador, que cobre, sem ser malvado; que cumpra o que exige também.
Meus alunos querem ser professores que ensinem seus alunos a gostarem de aprender, a gostarem do conteúdo que eles ensinam, seja biologia, matemática, geografia, história, português, física, química, inglês, artes e educação física.
Meus alunos de Didática não querem que seus alunos aprendam apenas conteúdos, mas querem compartilhar valores, princípios, atitudes. Não querem ser professores-palhaços, mas querem compartilhar a alegria de aprender com prazer, com qualidade.
Ainda tenho alunos que estão se descobrindo como professores e ainda estão definindo como querem ser, mas eles sabem também o que não querem ser. Não querem ser relapsos, descomprometidos e sacanas.
Eles querem ser admirados por seus alunos e eu lhes digo: eu lhes admiro como professores que estão se formando e me formando.
Obrigada, meus alunos-professores, pela oportunidade de me sentir inacabada e em permanente processo de aprendizagem.
Parece uma frase confusa, mas, na verdade, quando se é professor se aprende muito mais do que se acredita que ensina.
OS meus alunos de Didática (turmas 5N e 5P) deste semestre estão dando um banho de reflexão nas discussões sobre a prática docente!
Nunca consigo seguir o roteiro pré-programado, pois sempre entro e saio das aulas cheia de idéias, resignificando minhas concepções, compreensões, práticas...
Nesta semana, estávamos discutindo a construção da identidade do professor e, entre conceitos e reflexões de autores consagrados e tudo o mais que a formação acadêmica exige, senti que era necessário refletir sobre que tipo de professor queremos ser. Cada um de nós. Não só eles! Mas também eu, professora. Não podemos escolher o aluno que teremos, mas devemos decidir e perseguir o professor que seremos.
Quero ser um professor para ser lembrado, disse uma aluna. Lembrado não apenas pelos conteúdos que ensinamos, mas pela humanidade com que nos relacionamos com nossos alunos, pela coragem de deixá-los dizerem o que pensam sobre determinado tema, mesmo que não seja exatamente o que eu penso. Quero ser um professor que tenha compromisso com meu aluno, compromisso em não deixá-los à margem do conhecimento. Um professor que não se exima de seu papel de formador, que cobre, sem ser malvado; que cumpra o que exige também.
Meus alunos querem ser professores que ensinem seus alunos a gostarem de aprender, a gostarem do conteúdo que eles ensinam, seja biologia, matemática, geografia, história, português, física, química, inglês, artes e educação física.
Meus alunos de Didática não querem que seus alunos aprendam apenas conteúdos, mas querem compartilhar valores, princípios, atitudes. Não querem ser professores-palhaços, mas querem compartilhar a alegria de aprender com prazer, com qualidade.
Ainda tenho alunos que estão se descobrindo como professores e ainda estão definindo como querem ser, mas eles sabem também o que não querem ser. Não querem ser relapsos, descomprometidos e sacanas.
Eles querem ser admirados por seus alunos e eu lhes digo: eu lhes admiro como professores que estão se formando e me formando.
Obrigada, meus alunos-professores, pela oportunidade de me sentir inacabada e em permanente processo de aprendizagem.
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