domingo, junho 26, 2011


PARA SARA, RAQUEL, LIA E PARA TODAS AS CRIANÇAS


















CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE.


Eu queria uma escola que cultivasse
a curiosodade de aprender
que é em vocês natural.


Eu queria uma escola que educasse
seu corpo e seus movimentos:
que possibilitasse seu crescimento
físico e sadio. Normal


Eu queria uma escola que lhe
ensinasse tudo sobre a natureza,
o ar, a matéria, as plantas, os animais,
seu próprio corpo. Deus.


Mas que ensinasse primeiro pela
observação, pela descoberta,
pela experimentação.


E que dessas coisas lhes ensinasse
não só o conhecer, como também
a aceitar, a amar e preservar.

Eu queria uma escola que lhes
ensinasse tudo sobre a nossa história
e a nossa terra de uma maneira viva e atraente.

Eu queria uma escola que lhes
ensinasse a usarem bem a nossa língua,
a pensarem e a se expressarem
com clareza.

Eu queria uma escola que lhes
ensinassem a pensar, a raciocinar,
a procurar soluções.

Eu queria uma escola que desde cedo
usasse materiais concretos para que vocês pudessem ir formando corretamente os conceitos
matemáticos, os conceitos de números, as operações... pedrinhas... só porcariinhas!...
fazendo vocês aprenderem brincando...

Oh! Meu Deus!
Deus que livre vocês de uma escola
em que tenham que copiar pontos.

Deus que livre vocês de decorar
sem entender, nomes, datas, fatos...

Deus que livre vocês de aceitarem
conhecimentos "prontos",
mediocremente embalados
nos livros didáticos descartáveis.

Deus que livre vocês de ficarem
passivos, ouvindo e repetindo,
repetindo, repetindo...

Eu também queria uma escola
que ensinasse a conviver, a cooperar,
a respeitar, a esperar, a saber viver
em comunidade, em união.

Que vocês aprendessem
a transformar e criar.

Que lhes desse múltiplos meios de
vocês expressarem cada sentimento,
cada drama, cada emoção.

Ah! E antes que eu me esqueça:

Deus que livre vocês
de um professor incompetente.
.

sexta-feira, junho 10, 2011

Discussões sobre Etnografia Virtual

Os grupos de alunos da Pós-Graduação em Educação Matemática e Tecnológica apresentaram suas pesquisas a partir de estudos de dissertações e teses abaixo relacionadas:



Avaliação da Aprendizagem na Educação Online: aproximaçõs e distanciamentos para uma avaliação formativa-reguladora
Mestranda: Cláudia Simone Almeida de Oliveira
Orientadora: Profª Dra. Maria Auxiliadora Soares Padilha

 
É namoro ou amizade?: estudo etnográfico sobre sites de namoro na internet
Mestranda: Leci Maria Soriano Bobsin Corrêa
Orientador: Profº Dr. Airton Luiz Jungblut

Smartphones e Trabalho Imaterial: uma etnografia virtual sobre sujeitos usuários de dispositivos móveis convergentes.
Mestranda: Annelore Spieker de Oliveira
Orientador: Profº Dr. Alex Primo

“Don´t tell me what i can't do”: as práticas de consumo e participação dos fãs de Lost
Mestranda: Ana Paula Bandeira
Orientadora: Profª Dra. Ana Carolina D. Escosteguy

Copiado do Blog da turma "Ser mestrando é bom e eu gosto".

Foi uma aula de muito trabalho e envolvimento. Todos participaram ativamente e discutiram suas análises. Pena que foi pouco tempo...
Parabéns a tod@s e obrigada pela participação tão intensa!

quinta-feira, junho 09, 2011

Plano da Aula de hoje na pós - Etnografia Virtual

Hoje irei trabalhar com a turma do mestrado em Educação Matemática e Tecnológica, na disciplina de Metodologia da Pesquisa Científica, a abordagem metodológica Etnografia Virtual.
Com o objetivo de compreender as características e usos dessa metodologia em pesquisas científicas atualmente iremos:

1.o Dividir a turma em 4 grupos;

2. Cada grupo irá pesquisar um trabalho de investigação científica (dissertação ou tese) que tenha utilizado a Etnografia Virtual (EV) como metodologia de sua pesquisa.

3. Os grupos irão identificar na pesquisa:

- Identificação do trabalho (título, nome do autor, nome do orientador, programa de pós-graduação).
- O Objetivo da pesquisa;
- A justificativa do uso da EV em relação ao objeto de pesquisa;
- Justificativa do uso da EV no que tange à natureza da pesquisa;
- Identificação do contexto da pesquisa (campo investigado);
- (Se e) Com que outras abordagens metodológicas o autor utiliza a EV? Qual a justificativa dada pelo pesquisador para isso?
- Apresentação dos instrumentos e estratégias de coleta de dados com a EV e respectivas justificativas para tais instrumentos e estratégias;
- Principais referências utilizadas na metodologia, relacionada a que conceito ou conteúdo?
- Tipo ou estratégia de análise utilizada.
- Outros... (algo que achou importante e não está contemplado em nenhuma das questões anteriores.

4. Os grupos apresentam os resultados de suas pesquisas. Discutimos.

5. Em seguida, cada grupo irá receber um conjunto de questões relacionadas aos textos que estudamos para esta aula (HINE, Christine. Etnografia virtual. Editora UOC: Barcelona, 2004. Capítulos 3 e 4). Os grupos podem pesquisar, na internet, em outros textos e referências, as respostas para as questões colocadas, além do texto indicado anteriormente.

Grupo 01:
 - O que é etnografia?
 - Em que campos de pesquisa a etnografia é utilizada como método de estudo?
 - Qual o impacto das mudanças no campo da etnografia nos estudos qualitativos?
 - Como se justifica a validade da etnografia para os estudos qualitativos?


Grupo 02
 - Como a internet se constitui como objeto de estudo etnográfico?
 - Qual a importância do ‘estar junto’ no estudo etnográfico? Qual a problemática do ‘estar junto virtual’ para a etnografia?

Grupo 03
 - Como é possível o pesquisador enraizar-se na experiência virtual, através da etnografia virtual?
 - Qual a diferença entre a interação oral e a virtual para o estudo etnográfico?

Grupo 04
 - Como podemos entender os textos da internet como artefatos culturais?
 - Discuta sobre o trabalho do pesquisador na etnografia virtual.

6. Os grupos terão cerca de 20 minutos para organizarem as respostas e depois discutiremos no grande grupo.

7. Em seguida os grupos colocarão a avaliação sobre a aula nos comentários do blog.

Depois posto minha própria avaliação da aula.
Se você tem alguma sugestão ou comentário sobre a aula, por favor, comente.

terça-feira, maio 31, 2011

Formação continuada de professores da UFPE - Integração de Tecnologias da Informação e Comunicação no processo didático-pedagógico

Hoje começamos o curso de atualização para professores da UFPE -  Integração de Tecnologias da Informação e Comunicação no processo didático-pedagógico.
O curso será ministrado por mim e é uma ação do Núcleo de Formação Continuada Didático-Pedagógica de Professores da UFPE (NUFOPE).
Ao contrário do curso de Introdução à Educação a Distância (oferecido em semestres anteriores) a procura foi grande pelas inscrições. Infelizmente só tivemos 20 vagas, pois trabalhar com tecnologia e didática com muita gente é impossível... Além disso, não temos infra-estrutura suficiente para isso.
Estamos também, com este curso, iniciando uma parceria entre o NUFOPE e o Núcleo de Tecnologia e Educação a Distância (NET) do Centro de Educação (que é composto por mim e pelos professores Patrícia Smith, Sérgio Abranches, Verônica Gitirana, Ana Beatriz Gomes e Thelma Panerai).
Estou bastante ansiosa com o curso e, pelo que ouvi de alguns professores que participarão, eles também estão.
Creio que este será um novo espaço para discutir Tecnologias na Educação aqui na UFPE.
Já não era sem tempo...

terça-feira, maio 17, 2011

Audiência pública sobre o cenário da educação

Esse é um depoimento digno!

Clarice Linspector

Mas tenho medo do que é novo e tenho medo de viver o que não entendo - quero sempre ter a garantia de pelo menos estar pensando que entendo, não sei me entregar à desorientação.

quinta-feira, março 31, 2011

Blogs como portfólios de aprendizagem

Neste semestre minha disciplina de Tecnologias da Informação e Comunicação para Educação está a todo vapor...
Começamos as discussões sobre os conceitos de tecnologia e, logo em seguida, cada uma das alunas criou seu próprio blog. Este blog será um portfólio de aprendizagens, que servirá como avaliação e auto-avaliação.
Como não posso incentivar algo que eu mesma não faço, então, também vou, no meu blog, dar o exemplo e ir comentando as discussões e atividades realizadas.
A criação do blog pelas alunas foi muito produtiva. As meninas entenderam perfeitamente a ideia e estão blogando legal!
Na última aula eu não pude estar presente, mas as meninas discutiram sobre o texto de Araci Catapan e Antonio Fialho (Pedagogia e Tecnologia: a comunicação digital no processo pedagógico). Neste texto os autores discutem as Tecnologias Avançadas de Comunicação Digital (TACD).
Para os autores, essas tecnologias exigem das pessoas, individualmente e coletivamente, alto investimento intelectual e também são expressas por diferentes formas de linguagem.
O uso dessas tecnologias exige que os sujeitos sejam mais críticos, possuam habilidade e rapidez no acesso, seleção e, principalmente, na reelaboração das informações, que significa, não a 'reprodução', mas a construção do conhecimento dos sujeitos, a visão de cada um sobre a realidade.
É importante assim, que a escola se aproxime da forma e das tecnologias usadas no dia a dia das crianças e adolescentes pelas quais é responsável por sua formação.
Afinal, como formar para o futuro usando apenas tecnologias tradicionais e ultrapassadas?
Com os blogs poderemos acompanhar o progresso das alunas e mediar a construção de suas ideias, suas aprendizagens, suas conquistas.
Além disso, também podemos sentir o 'clima' da disciplina, o interesse que as alunas possuem em determinados conteúdos e atividades, por exemplo.
Uma coisa interessante é que nem todas possuem total intimidade com o computador e seus recursos, mas nenhuma delas se recusou ou se inibiu diante da proposta. Todas enfrentaram o desafio e, com vontade e desejo, estão desvendando as possibilidades desse recurso.
Muito bem, vamos acompanhando....